
Todos os dias passava seu melhor perfume, arrumava o cabelo e caminhava a faculdade, e quando chegava via sua amiga Alice, pela qual era completamente apaixonado, sempre a cumprimentava de longe, não podia abraça-la sentia medo que ela percebesse as batidas do coração se alterando, ficando freneticamente loucas e fortes, se ela o segurasse pela mão, ela então sentiria que ele suava frio, seu corpo ficava abalado, seu sorriso nascia ao vê-la, e morria por não sentir o teu perfume de perto, e era tão bom, que quando Alice passava o deixava no ar, quando ela mexia nos cabelos ou então arrumava sua roupa, ele acompanhava cada movimento com seu olhar, não queria transparecer seus sentimentos, se fazia de feliz, o dia então acabava, mas ele não queria ir embora, se tivesse coragem pra beija-la, para encostar o rosto em seu pescoço beijando assim seu ombro, sentiria o arrepio que Alice também sentia, só então iria abraça-la, e fazer do seu perfume um motivo de alucinação, do teu corpo a perdição mais pura, iria contornar com os dedos sua boca, deslizar com as mãos suas pernas, a respiração forte da garota mudaria o rumo de sua vida, era ela quem ele queria, Alice é perfeita ao se encaixar nos seus defeitos.
Cárita Ribeiro.
